Julio Iglesias: de Madrid para o mundo

Ele ficou conhecido, praticamente, no mundo todo a partir do seu primeiro disco: “Yo Canto”, nos anos 70. Em 1998, chegou ao mercado o álbum duplo “Minha Vida” contendo 38 músicas. Estamos falando do cantor e compositor espanhol Julio Iglesias (80 anos).Nessa coletânea estão sucessos como: Volver a Empezar, Manuela, Me Olvide de Viver, Por Amor a Uma Mulher, Hey, Caruso, Un Canto a Galícia, entre outros.

É compreensível que muitas pessoas da atual geração desconheçam a importância desse artista no cancioneiro mundial. Para que muitos tomem conhecimento dessa personalidade artística, apresentamos aqui, portanto, um pequeno histórico de sua carreira. Iglesias nasceu em 23 de setembro de 1943, na capital espanhola: Madrid.

Segundo David Wild, editor sênior da revista Rolling Stones, “é preciso realmente ser uma verdadeira estrela para seduzir todo o planeta com sua música. Mais do que qualquer outro cantor sobre a Terra, Iglesias conseguiu tocar na vida das pessoas em uma escala global, vendendo milhões de seus discos durante sua carreira”, a qual já perdura por mais de meio século.

“Minha Vida” que reúne grandes sucessos. É a primeira retrospectiva abrangente de seu canto mundo a fora, o qual “poderia ter como subtítulo All The Songs We’ve Loved Before, não fosse o fato de uma única coletânea não poder conter todas as preferências musicais de Iglesias. Afinal, é um homem que, desde que escreveu o seu primeiro sucesso, há 30 anos (citação de l998), recebeu mais de 1500 discos de ouro, prata e platina. Contudo, esta compilação inclui o crème de la crême do seu impressionante repertório ultrapassou uma série de adversidade para conquistar o planeta, de um jeito que ninguém outro líder mundial já tenha conquistado” (1).

Cheio de modéstia, diz o próprio Julio: “Sou apenas um homem com sorte, com um pouco de voz e rodeado de fãs espantosos”, espalhados em todos os continentes. Por exemplo, na década de 1980, as rádios, de Norte a Sul do Brasil executavam as canções desse cantor, a toda hora, a todo dia, fossem cantadas em espanhol, inglês ou portunhol. O que importava era o romantismo, a melodia.

“A história do sucesso de Iglesias é conhecida da maioria de seus dedicados fãs (e legiões de admiradores). Excepcional atleta, o jovem espanhol era goleiro do Real Madrid, uma das equipes mais famosas mundialmente, quando um trágico acidente de carro levou-o quase à morte e deixou-o paralisado aos 19 anos. Durante três anos, passou por uma difícil recuperação. Felizmente, para ele e para nós, uma enfermeira do hospital em que estava internado ofereceu-lhe um violão para ajudá-lo a levantar o moral. Ele começou a escrever canções. Após a sua recuperação, estudou Direito antes de dedicar-se à música integralmente”. O próprio cantor admite ser um poeta sem escrever e um cantor sem cantar, garante: “penso que essa experiência mudou a direção e a filosofia da minha vida” (1).

Continua, então, David: “De uma grande adversidade veio a arte, e da arte vieram fama e riqueza quase inimagináveis. Iglesias acredita que o seu sucesso se resume à relação instantânea que estabelece com o público, ou melhor, uma paixão pela ligação entre o cantor e os ouvintes. Seguindo, portanto, a desafiar-se a si próprio para permanecer no top do sucesso há décadas. Tornando-se uma espécie única, imitado, mas nunca igualado” (1).

O álbum em questão teve as suas músicas extraídas de seis LPs, entre tantos outros, lançados entre 1979 a 1998, e curiosamente – isso é bom para o domínio e conhecimento do ouvinte -, o cantor explica o porquê de cada composição dos dois discos. Isso não é comum por parte da maioria dos cantores/compositores. “Explicar” o significado do seu repertório. A seguir, alguns exemplos:

1 – DE NINA A MUJER. “Escrevi esta canção para a minha filha (Chábeli). As palavras urgiram facilmente. Nessa época (80/81), compunha em uma ou duas horas. Esse foi o período importante para mim, quando compor era algo muito intenso”.

2 – MOMENTOS. “Uma das principais canções de minha vida. Existe uma bela história para esta música. Um dia, meu pai estava na minha casa e eu tocava o meu violão, tentando encontrar as palavras certas. Lembro que falei para ele: “Se fôssemos dar uma volta de barco?” Então, fomos tomar sol e rascunhei algumas linhas. Quando regressamos, depois de algumas hora, toque a canção e ele começou a chorar e disse: “Agora compreendo porque você ganha tanto dinheiro”. Ele estava orgulhoso” (1).

3 – CARUSO. “A mais bonita canção italiana dos últimos 30 ou 4o anos, espantoso. Lucio Della éo mais brilhante compositor. “Caruso” foi difícil para mim porque não tenho voz para ela. Portanto, desafiei a minha voz com esta canção. Canto-a todas as noites no palco – é uma das melhores canções da minha carreira. Nunca chegarei a perceber como é que um tipo como o Michel Bolton não gravou “Caruso” e fez sucesso com ela. Talvez o faça agora“.

4 – MANUELA. “Uma outra canção muito importante na minha carreira. “Manuela” foi uma música notável que o poeta latino Manuel Alejandro (espanhol, com 91 anos de idade, atualmente) escreveu para outro cantor. Ouvi (e vi) na televisão e não resisti. Decidi gravar”.

5 – UN CANTO A GALÍCIA. “Do lado do meu pai, a minha família é da Galícia, a parte céltica da Espanha. Ocupa um lugar muito especial na minha vida”. Os versos dessa composição emocionam quem quer que seja que a ouça. É um hino à terra natal. Eis aqui, apenas uma estrofe: “Quero as tuas ribeiras/ Quero me fan lembrare/Os teus olhos tristes/Que fan me chorare”.

Amigo leitor, ao ouvir esse álbum você confirmará bem mais que o pouquinho do que aqui está expresso por nós. Independente do idioma, são canções que tocam diretamente o nosso interior, a nossa alma. Esperamos que aprovem mais este artigo do Facetas.

Notinha útil – A nossa jovem leitora joana Araújo da silva (21), residente em Vilhena (RO), onde cursa o 6º período de Arquitetura e Urbanismo no Instituo Federal de Rondônia, teve publicado, no mês passado, um artigo de sua autoria, de caráter científico, nos Anais do 7º Congresso Internacional de Arquitetura da Paisagem (“Dimensão humana do projeto, do planejamento e da gestão da paisagem”), ou seja, análise da Avenida Major Amarante na cidade de Vilhena, Rondônia na Amazônia Ocidental). Do lado de cá – em Manaus (AM) -, a equipe do Facetas parabeniza a brilhante estudante e futura Arquiteta (www.facetasculturais.com,br).

Por Angeline e Francisco Gomes e Winnie Barros.

Fonte consultada: CD Duplo Julio: “Minha Vida”, de Julio Iglesias. – RJ: Columbia/Sony Music, 1998.

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