Concluindo o estudo sobre as manifestações folclóricas brasileiras, vamos às principais danças dramáticas de inspiração ameríndia; e instrumentos brasileiros e, de origem africana e europeia.
CABOCLINHOS – nome que designa, de modo geral, todos os folguedos de caráter indígena. “Consta de uma dança representada por várias personagens – tuchana ou rei, rainha, matroé, capitão e tenente – que formam grupo, disposto em duas fileiras, dirigindo-se a determinada casa, diante da qual dançam representando cenas de caça e guerra, ao som de zabumbas e pife” (2).

CABOCLOS – ocorre em Itaparica (MA), a qual “representa o rapto da rainha dos caboclos pelo capitão-do-mato. O feiticeiro deparando-se com os dois, faz várias ameaças para, finalmente, perdoá-los” (2).
PAU-DE-PIPA– essa dança é praticada em vários países de tradição pagã, para comemorar o início da primavera europeia. Por exemplo, referindo-se à árvore de maio. “Dança de pares ao redor de um mastro mais ou menos de três metros de altura, do qual pedem fitas de quatro metros de comprimento e um centímetro de largura, ao som dos instrumentos: sanfona, cavaquinho, tambor, pandeiro e violão”.
PEZINHO – De origem portuguesa das Ilhas dos Açores, que, no Brasil, foi difundida no Rio Grande do Sul. Aliás, é a única dança gaúcha onde todos os participantes cantam em compasso binário. Já o BAIÃO, proveniente de Luanda, foi bem adaptado no nosso Nordeste. “Consta de dança cantada, de pares solistas, com palmas, sapateado, umbigadas e meneios” (2). Os maiores divulgadores desse ritmo, a partir dos anos 1940, foram os músicos Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga.
BATUQUE –“Designa todas as danças de origem africanas, provenientes de Angola e Congo, acompanhadas, por instrumentos musicais, fica uma fileira de homens defrontando-se com a fileira de mulheres. As duas fileiras juntas dão uma umbigada formando o par. Entre uma e outra umbigada o batuqueiro meneia o corpo, ajoelha-se, sem sair do ritmo marcado pelo tambu. Os instrumentos usados nessa dança são: tambu, matraca, quinjuque e chocalho. No Rio Grande do Sul, essa dança é conhecida como Macumba” (2).
COCO -Característica do Norte e Nordeste, que consiste em dança de roda quando é cantada. Em Alagoas, por exemplo, sofreu algumas alterações, ou seja, vem acompanhado por sapateados e palmas, seguido por emboladas e desafios, a apenas uma voz, com o uso de pifo e percussão.
Quanto aos instrumentos musicais usados nosso folclore, temos: ADJÁ, de origem africana, usado na macumba para chamar os “santos”. Consiste em dois cones de metal ou latão, soldados pela base como num chocalho; ADUFE, possivelmente o instrumento musical mais antigo do mundo. É o irmão mais velho do pandeiro, usado nas Folias de Reis, do Divino, Fandango, etc; AFOXÉ, de origem africana, feito numa cabeça vazia forrada em sua superfície por um colar de continhas, formando um trançado como uma rede. Afoxé também é o nome dado ao popular cordão carnavalesco de negros da Bahia; MARACATU, segundo o escritor Mário de Andrade, sua etimologia é mais indígena do que africana. Justifica-se: “pois, maracá é instrumento de percussão ameríndio, e ainda, marã, em tupi indica guerra e catu bom, bonito. Então, assim teríamos “briga bonita”, evocando o cortejo real, festivo, mas guerreiro” (2). O maracatu é um instrumento muito utilizado nas festas populares no Maranhão, Bahia e Pernambuco (mais precisamente na capital Recife).
Por fim, são praticadas entre nós, danças de procedência ibéricas como o BALAIO, CANA VERDE, CIRANDA, entre outras. Praticamos também danças comuns de inspiração indígena, como o CARATÊ, cujo rito religioso é praticado no interior de São Paulo, Minas Gerais e Goiás; e ARUANÂ, praticado pelos indígenas da Tribo Carajás da Ilha do Bananal (entre os Estados de Tocantins e Mato Grosso). Os participantes vestem saias e capuzes de palha.
Com a publicação dessa série em três artigos voltados para alguns ritmos dançantes e instrumentais do folclore brasileiro, chegamos ao fim do resumo interessante estudo, em seis laudas que guardamos em nosso acervo há muitos anos. Porém, a pesquisa não contém nome do(a) autor(a). Esperamos, portanto, agradar aos nossos leitores. Pois, o nosso intuito é resgatar esses valores tão populares (e culturais) da gente brasileira.
Notinha útil 1 – Amanhã é o Dia das Crianças. E a todas elas desejamos um feliz dia de muitas brincadeiras, alegrias e felicidades, etc, etc, etc. “Um menino caminha/E caminhando chega num muro/E ali logo em frente/A esperar pela gente o futuro está” (Aquarela, de Toquinho, Vinicius de Moraes, Maurizio Fabrízio e Guido Morra). Para você também, Heitor (www.facetasculturais.com.br).
Notinha útil 2 – Lá em Vilhena (RO), dois primos pós adolescentes estão arrasando nos estudos. João Vitor Pereira, trabalha no Grupo Bagattoli desde agosto/24, como analista de desenvolvimento de sistemas, onde desenvolve e programa projetos da empresa. Ele e outros colegas já participaram de dois eventos que aconteceram lá mesmo, com apoio irrestrito do mencionado grupo empresarial, é claro, em Vilhena: hackathons que venceram em primeiro lugar o beeahackathon; e o NASA Space App Challenges, que ganharam o segundo lugar. Por sua vez, Joana Araújo da Silva, Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do 9º período, do IFRO/Campus Vilhena, recentemente teve um dos seus projetos selecionados e, por conta disso, juntamente com o seu professor, participaram da 5ª Semana Nacional da EPT, em Brasília, quando do Festival Curicaca. Ao todo foram mais de 400 projetos apresentados em três dias de exposições de ciência, tecnologia e cultura. Aos estudantes citados, os nossos parabéns! Um passo para a Ciência, para as Artes e imenso contentamento aos familiares dos mesmos. VIVA A CIÊNCIA! (www.facetasculturais.com.br).
Por Angeline e Francisco Gomes e Winnie Barros.
Fontes consultadas: 1. A Crítica, Manaus, 21.08.2005; 2. Texto “Folclore” (em 06 laudas), sem assinatura do(a) autor(a); 3. fotos de http://www.escolaepoca.com.br