Michelangelo: “O mestre da Capela Sistina”

“Quem não viu a Capela Sistina não poder ter uma ideia exata do que uma pessoa é capaz de fazer.”   Goeth.

Michelangelo di Lodovico Bounarroti Simoni nasceu a 6 de março de 1475, em Caprese, lugarejo que fica rente à cidade toscana de Arezzo, Itália, e morreu a 18 de fevereiro de 1564, em Roma, aos 88 anos de idade. Ainda era criança quando sua família mudou-se para Florença e logo demonstrou forte interesse pelas artes, tornando-se escultor, pintor, engenheiro militar, arquiteto e poeta. Um dos mais importantes nomes da Renascença. Antes de ser artista, estudou pintura; escultura em mármore do Período Clássico; e anatomia. Também possuía grande conhecimento nas áreas da filosofia e das letras. Nos legando, por sinal, notável escrito literário, seja em verso ou prosa.

A pedido do papa Júlio II, o projeto do grandioso Mausoléu com 40 figuras em tamanho natural, foi feito pelo já célebre gênio toscano. Por conflito entre o artista e o religioso, durante 40 anos, a obra não fora concluída. Em Florença, em 1501 foi fazer as 15 figuras da capela Piccolomini da Catedral de Siena e o colossal “Davi”. Em 1508 iniciou a pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano, consagrada como a expressão máxima da arte pictórica do Renascimento. Tanto em Roma como em Florença, executou diversas obras arquitetônicas. Até a sua morte trabalhou na igreja São Pedro. Deixando inacabada a abóbada desse templo, concluída por Jácomo della Quercia.

“Decorou, juntamente com Leonardo Da Vinci, a grande sala do Conselho, em Florença. Ficaram famosas, também, suas estátuas de Moisés; Davi; o Túmulo dos Médici, a obra Os Escravos Acorrentados (atualmente no Museu do Louvre) e sua obra poética, uma das melhores da poesia italiana da Renascença, incluindo rimas, livros de madrigais, epigramas, canções e sonetos e outros tipos de poemas, totalizando mais de 300 peças, formando, com justiça, uma “biografia espiritual” (1). Seus últimos afrescos encontram-se no Vaticano”. Planejo para o seu próprio túmulo a Pietá, sua última escultura.

O tema do presente artigo não é criação nossa, é do Ministério da Cultura do Brasil, referente ao universo artístico do mestre em questão numa exposição na cidade de Recife. Após o sucesso de público em São Paulo, a atração inédita no Nordeste, começa por Pernambuco, mas precisamente no 3º piso do shopping center Riomar (exposicaomichelangelorecife@gmail.com). Esse evento de grandiosa magnitude jamais seria realizado sem os recursos tecnológicos disponíveis e, seus patrocinadores, é claro. A exposição “revela os bastidores e curiosidades sobre os primeiros estudos feitos pelo artista italiano, além de apresentar esculturas e itens históricos que fazem de Michelangelo um verdadeiro gênio das artes de todos os tempos” (1).

O visitante não imagina que o vai ver – físico e virtualmente – tantas obras. Nas dependências do local, sem exagero, é como se a gente estivesse pessoalmente em Florença ou no Vaticano. “Tudo isso distribuído em 15 salas e mais uma incrível e tecnológica projeção mapeada da parte interna da Capela Sistina em grande escala”. História Viva! E artes como escultura, pintura, literatura, etc.

Como já mencionamos, o tema ora em foco revela “uma das principais obras desse artista, foi a pintura (embora, confessadamente preferisse a escultura) dos afrescos do teto da citada Capela – o “Juízo Final” – fica no altar da igreja, no Vaticano, de 1508 a 1512, sob encomenda do papa Júlio II. Antes de dar início o que se tornaria um dos grandes projetos de sua vida, Michelangelo se debruçou por, pelo menos, dois estudos. O mestre fez inúmeros esboços a fim de retratar com a fidelidade de sua visão e imaginação, tanto figuras divinas quanto humanas“.

“Isso porque o artista retratou na abóbada (teto curvilíneo) da Capela Sistina as passagens da Bíblia a partir de nove histórias do Gênesis sobre a criação do universo e do homem. O pintor dividiu o teto em três seções. Na 1ª estão: Separação da Luz e das Trevas, Criação da Vegetação, do Sol e da Lua e Reunião das Águas. Na 2ª foram pintados A Criação de Adão (está exatamente no centro da abóbada e é, provavelmente, a cena mais lembrada quando se fala em Michelangelo), A Criação de Eva e O Pecado Original. A pintura emblemática representa o momento no qual Deus, com o braço e o dedo indicador esticados, cria o primeiro homem: Adão. E, na 3ª estão O Sacrifício de Noé, O Dilúvio e A Embriaguez de Noé. Além dos painéis centrais contando a história da criação , segundo o Antigo Testamento bíblico. O autor também compôs o entorno, o chamado de lunetas, com representações de profetas estarem ligados ao cristianismo e as sibilas ao mundo pagão”.

Passados 25 anos da pintura do teto, “Michelangelo incluiu a cena do Juízo Final, atrás do altar, que remete ao Novo Testamento e à renovação do Reino de Deus, quando Cristo aparecerá para julgar os vivos e os mortos. Nesse trabalho, já aos 60 anos de idade, o artista fez 390 figuras entre santos, anjos, Cristo, a Virgem Maria e homens”. Só para exemplificar: “a arte da Capela Sistina é considerada uma das grandes criações da humanidade não apenas pela sua complexidade, mas pela a sua fusão humana, cultural, política e religiosa da época, a partir da visão de um dos mais renomados artistas do Renascimento” (2).

No final do mês passado, a equipe do Facetas visitou a citada exposição, onde fizemos 132 fotos autorizadas, é óbvio. Ficamos encantados. Tudo é deveras maravilhoso. Por exemplo, num dos diversos textos, constava: “Quase 2 mil cartas e cerca de 318 notas do artista”, quer dizer, “ao longo de sua vida, entre Roma e Florença, Michelangelo escreveu e trocou informações com a família, amigos e personalidades importantes de seu tempo”. Outra referência: numa de suas cartas, enviada ao também pintor Giovanni, Lodovico, fala da fadiga do seu ofício que recai sobre o seu ser e como vestido pela modéstia, diz ao amigo: “Minha pintura morta defende-a, Giovanni, e minha honra, não estou em bom lugar, nem sou pintor”. Genialíssimo! Genialíssimo!

Esse é o nosso objetivo maior. Informar aos nossos leitores os eventos e adventos culturais, captados aqui e ali. Para que ainda não sabia dessa exposição, na próxima semana, publicaremos a segunda parte dessa temática, com as principais fotos por nós captadas (clics de amadores) do legado artístico e cultural desse grande gênio da humanada que foi Michelangelo. Contamos com a vossa aprovação da nossa iniciativa.

Notinha útil 1 – Ontem celebramos com paz e amor o aniversário da nossa incansável colaboradora Angeline. À mesma os nossos parabéns! Que tenha muita saúde e vida longa. Logo ela, que nos últimos anos tem selecionado e formatado as fotos publicadas em nossos artigos semanais (www.facetasculturais.com,br).

Notinha útil 2 – Amanhã o Heitor, filho da fundadora deste blog, Winnie, estará completando 10 meses de nascido, de saúde e de contentamento. Ele que tem sito o mais forte ele entre os seus familiares pernambucanos e amazonenses, bem antes de nascer. Parabéns ao belo jovem e aos seus pais, principalmente (www.facetasculturais.com.br).

Por Angeline e Francisco Gomes e Winnie Barros.

Fontes consultadas: 1. Dicionário biográfico universal Três (DBU). – SP: Três livros e fascículos, vo. 8, p. 276, 1984; 2. Folder da exposição (exposicaomichelangelorecife@gmail.com).

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