Maria Luiza Brasil: a escritora amazonense

Na semana passada, mais uma vez, recebemos livros pelos Correios- o que tem sido uma constante -, desta vez, dois exemplares de “ELA MORA: Crônicas, Contos e Cartas”, da escritora e poetisa amazonense Maria Luiza Brasil. Nada melhor, portanto, que o Facetas publique o seu derradeiro artigo/comentário de 2021 sobre essa autora e a sua obra, haja vista que o penúltimo e o último sábados do ano são dedicados aos temas especiais de Nata e de Ano Novo, respectivamente.

Para obtermos mais informações, acionamos a autora pelo WhatsApp, a qual nos respondeu ser “escritora, poetisa e acadêmica em Pedagogia (pela Estácio-Amazonas) e produtora cultural. Nasceu no dia 16/02/1999 em Itacoatiara/AM, mas moldou-se para Iranduba/AM (distante 30 km de Manaus), aos 7 anos. Estudou na Escola de Tempo Integral Maria Izabel Desterro e Silva. No ano de sua fundação, 05/02/2014, teve a oportunidade de conhecer o mestre em Geografia Jan Martinot, que a incentivou na escrita”.

Acometida por uma doença que causou-lhe a depressão, Luiza começou a escrever em 2013 para não sucumbir por problemas de saúde. Até maio de 2014, “já havia escrito mais de 300 textos em seu celular”. Porém, teve o aparelho roubado e na memória dele se foi “todo o trabalho de quase um ano”. Nos assegurou ainda, que já tem publicado o seguinte livro: “Pensamentos de Mim, Você e Todos Nós” (2017), patrocinado pelo advogado Júlio Antônio Lopes. Em novembro de 2020, apesar dos graves problemas causados pela pandemia da COVID-19 em todo o mundo, a escritora realiza mais sonho literário: publica “ELA MORA…”.

Ainda em 2020, como coautora, participou da Antologia “Imortalidade Amazônica II”. Neste ano de 2021 “foi selecionada para participar das Antologias “A Patologia do Bem – Um Diálogo Poético em Plena Pandemia”; e “Pessoa – Antologia: Pessoa, Poema e Textos I”; “Movimento Aldravia; e “Alma Plena”. Também é sócia-titular da Associação dos Escritores do Amazonas (ASSEAM) e da Associação Brasileira dos Escritores e Poetas Pan-americanos (ABEPPA).

É criadora da página do Facebook “Pensamentos…” onde divulga seu trabalho autoral e de demais escritores locais e nacionais. Atualmente, ocupa-se de mais uma atividade literária. Trata-se de “Antologia, Diversidade Poética – Entre Linhas, Rimas e Versos”, conjuntamente com, a também escritora, Luísa Novaes. O contato com Luiza Brasil pode ser feito pelas redes sociais, assim como pelo (e-mail: marialuizabrasil60@gmail.com).

A obra ora em análise é realmente interessante. Tanto para o leitor quanto para a autora. é mais um trabalho disponível aos amantes da leitura. Ela está dando os seus primeiros passos na vasta vereda da prosa e do verso. Aos poucos irá aprimorando seu estilo e terá, certamente, uma carreira sólida, brilhante e duradoura. Falo como leitor, é claro. A nossa equipe é composta por três membros, três leitores. Não somos escritores, jornalistas ou críticos literários. Somos sim, do “mundo da literatura”, do “mundo da música”, do “mundo das artes”, enfim. Leigos, mas engajados com a cultura.

O trabalho em análise traz a excelente apresentação da professor, musicóloga e historiadora Mônica Hellen e comentário do Doutor Felipe Jules. Ambos são precisos com as palavras sobre a autora e a sua obra, de forma consciente. Isto quer dizer: são manifestações de pessoas que conhecem bem o caminho que estão trilhando. Nada “sob encomenda”, como, às vezes, o leitor se depara com prefácios que nada significam com o contexto do livro ao qual se dispõem a opinar. No presente caso, tudo é genuíno. Por exemplo, as palavras do biólogo, professor e Dr. Felipe Jules, nos fascinam. Enriquecem a nossa cultura.

Segundo Mônica Hellen “encontramos textos e poesias que permitem uma sensação de possibilidade, e é fácil, quase como impossível não se enxergar no que está sendo lido (…). Espero que consigam sentir a conexão com a obra, que admirem o florescer de uma jovem escritora”, que foi buscar inspiração em escritores como Clarice Lispector, Honoré de Balzac, entre outros. Tudo isso tem nome: audácia (no sentido literário, é claro).

“Para ser escritor – continua Mônica -, é necessário audácia. É necessário coragem para se entregar, para se escrever, afinal, cada frase somos nós e um pouco de escrita, vi o poder que as palavras possuem de trazer vida e transformar ideias frenéticas em um mundo tão real quanto o nosso, corações pulsando a cada linha que se lê mais uma apaixonante poesia da autora deste livro. Tão jovem, tão sonhadora, perspicaz nas palavras e audaciosa na sua entrega, assim é ela” (1).

O eu lírico da poetisa é inquietante. No contexto da obra há críticas sociais, independente de qual seja o texto (ou o tema). Por exemplo, um assunto que ultimamente está em voga, o feminismo – na nova acepção da palavra -, é observado. Hellen faz referência, assim: “Não é fácil ser mulher em um mundo que impõe através de percepções milenares quais deveriam ser os espaços que elas podem atuar, afinal suas características frágeis e dóceis possuem um papel muito importante, contanto que, não roubem o espaço dos homens. E ser uma escritora mulher, ainda mais no Brasil, é um desafio” (1).

Por fim, a historiadora diz: “O mundo ao qual os textos nos insere é um que você e eu conhecemos muito bem, nos lembrando da tecnologia que nos aproxima, mas também da mesma que nos lembra o quão estamos distantes. São os apelidos, é a busca por querer estar no lado de quem realmente pode te compreender”. Assim vemos “uma mulher trabalhando para ganhar seu espaço no mundo literário e mostrar a força de sua arte”, por um lado. Por outro, o leitor adquire mais conhecimento e robustez para analisar as causas e consequências dos fatos corriqueiros.

Por sua vez, o professor mineiro, Doutor Felipe Jules afirma que o talento de Maria Luiza Brasil “leva aos apaixonados pela literatura o êxtase das emoções”. Como tal qual tem sido a História da Humanidade ao longo dos séculos, impulsionada pelo “gatilho das emoções“. E, sobre a obra em análise, o Doutor garante: “A leitura deste manuscrito é recheado de emoções e paradigmas fixadores de natureza humana, tais como o mundo perfeito, saudades, sentimentos, bloqueios, perdão, compaixão, romance, separação, tempo, amizade, prioridades, entrega e o amor”.

AMOR. Essa palavra jamais ficaria de fora deste artigo. Pois é com amor que oferecemos esta produção aos nossos leitores. É com amor, ainda, que transcrevemos aqui, a íntegra do belo POEMA IV, da promissora poetisa Luiza Brasil: “Bloqueia-me com teu amor, por favor/Bloqueia-me com teu corpo/colado ao meu/Bloqueia-me com teus olhos/ao encontro dos meus,/Bloqueia-me com teu sorriso/Bloqueia-me com teu drama/Pedindo-me para tirar a roupa na sua frente/Bloqueia-me com teu carinho,/O carinho mais sincero/Bloqueia-me de saudades suas/assim como estou de você”.

Por Angeline, Francisco e Winnie.

Fonte: 1. Medeiros, Maria Luiza Brasil. “ELA MORA: Crônicas, Contos e Cartas” – 1ª ed. FILOS/Cerqueira César-SP. Edição do Autor, 2020.

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