3o Tour Cultural do Facetas

Olá, pessoal. Prontos para mais um passeio recheado de cultura?! Vamos lá.

Aprender sobre a Amazônia

Sei que a maioria dos nossos leitores são de Manaus, então, nada mais justo do que uma dica de leitura.

Quando estive em Manaus ganhei do meu pai o livro “Só tem na Amazônia: 50 aprendizados inspirados nas riquezas únicas da nossa região para viver com mais sabedoria”, está disponível para venda nas lojas Bemol. Mas, o livro não é apenas um livro, na compra de cada exemplar você ajuda em projetos sociais que lutam pela Amazônia: Vaga Lume, Idesam e FAS. Bacana, né?

O livro consta com 50 curiosidades, e posso falar que é encantador. É uma leitura leve, divertida, e aprendemos mais sobre fatos históricos, a culinária, os pontos turísticos e muito mais. Vou compartilhar a curiosidade que eu achei poético: “Tudo está conectado. A sumaúma pode atingir até 50 metros de altura e 2 metros de diâmetro. Tão colossal que funciona até como ponto de referência na floresta. Essa imponência toda também se reflete nas raízes, chamada de sapopemas: gigantescas, elas se espalham por até 300 metros pela mata para equilibrar o peso da árvore. Quando se bate em uma sapopema, ela ecoa um som característico, e o estrondo cobre grandes distâncias, servindo para avisar sobre a presença de alguém e montar uma grande teia de comunicação em que tudo está conectado”.

O que falar… Amazônia é poesia…

Exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado

Aproveitando que estamos falando de nossa terrinha, nada mais justo do que falar do trabalho desse brilhante fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado. Eu, particularmente, sou fã do trabalho dele e de sua esposa Lélia Wanick Salgado.

Sebastião esteve em terras Amazônicas e registrou sua passagem por doze comunidades indígenas isoladas. O trabalho está exposição em…. São Paulo… Depois, a exposição vai para o Rio de Janeiro. Fico feliz com a divulgação do trabalho para o pessoal do sudeste, mas triste, porque a população nortista precisa conhecer mais sobre nossos povos, nosso cultura amazônica. Além disso, sinto aquele sentimento de colonialismo, vem para Amazônia, levam nossas riquezas e não voltam mais… Espero que a exposição venha para Manaus.

Fotografia de Sebastião Salgado. Divulgado no site Sesc SP
Fotografia de Sebastião Salgado. Divulgado no site Sesc SP

Bom, quem estiver em São Paulo, aproveitem para visitar a exposição no Sesc Pompeia, é gratuito. Sebastião fez uma entrevista contando seu trabalho na Amazônia (Clica aqui para assistir).

Imagem retirada da entrevista disponível no canal do Youtube Arte1.

A música mais ouvida essa semana

Sim, foi apenas uma música que fiquei repetindo, repetindo e repetindo. Inclusive, iniciei minhas aulas com esse clássico,“Fly me to the moon” (tradução livre Me leve para a lua). Ah gente, o título já é uma poesia, né? E a letra, nem se fale. É claro que não consegui ficar apenas na música, fui procurar sua história e eis que aprendi o seguinte: a música foi composta por Bart Howard (faleceu em 2014) em 1954. O famoso Frank Sinatra gravou sua versão em 1964 e se transformou na trilha sonora das missões da Apollo à lua. Olhem esses relatos:

A versão de Sinatra foi um êxito imediato. E chegou mesmo a voar até à Lua, tocada pelos astronautas da Apollo 10 em órbita lunar em Maio de 1969, regressando em Julho aos altifalantes da Apollo 11. Foi o primeiro êxito lunar… Mas, na verdade, há muito que a Lua morava na imaginação de cantores e compositores. (1)

No momento de seu lançamento, calcula-se que uma multidão de 500 mil pessoas se posicionara ao longo dos acostamentos da rodovia Route 1. Nos aparelhos de rádio, “Fly Me to the Moon”, com Frank Sinatra, tocava sem parar. (2)

Embora nenhum registro oficial tenha sido mantido de todas as músicas que os astronautas escolheram, entrevistas e anedotas mostram que Glen Campbell e Frank Sinatra foram escolhas populares. (3)

Imagem de Sinatra cantando Ao Vivo “Fly me to the moon”. Fonte: Canal Frank Sinatra

Nunca pensei que uma música interpretada por Frank Sinatra estivesse associada com as missões à lua. Bem, embora tenha associação, penso que a música é uma bela poesia que vai além desse contexto. Eu escutei a versão cover disponível no Youtube (clica aqui para assistir e ouvir a música). E claro, para ouvir a versão clássica com Frank Sinatra de 1965, clica aqui para assistir ao vídeo.

Bom pessoal, por hoje é só. Espero que você tenham gostado. Enquanto isso, vamos anotando todas as experiências culturais para compartilhar com vocês. Qualquer dica, conta para gente através do e-mail facetasculturais@gmail.com.

Winnie, Gomes e Angel.

Fonte

  1. REDAÇÃO. De Beethoven a Frank Sinatra, uma história feita de inspiração lunar. Diário de Notícias, 18.07.2009. Disponível em: https://www.dn.pt/gente/de-beethoven-a-frank-sinatra-uma-historia-feita-de-inspiracao-lunar-1310918.html#:~:text=A%20vers%C3%A3o%20de%20Sinatra%20foi,imagina%C3%A7%C3%A3o%20de%20cantores%20e%20compositores.
  2. VARGAS, A.; PRADO, A. C. O dia que caminhamos na lua. ISTOÉ Independente, 20.05.2021. Disponível em: https://istoe.com.br/o-dia-em-que-caminhamos-na-lua/.
  3. ROWA, J. ‘Flye me to the moon’: Apollo astronauts and sound. Science and Media Musem, 13.10.2021. Disponível em: https://blog.scienceandmediamuseum.org.uk/fly-me-to-the-moon-apollo-astronauts-and-sound/

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