9º Tour Cultural do Facetas

Olá, leitores, mais uma vez vamos fazer uma fantástica viagem pelo mundo da literatura e da música. Primeiro pelo Cordel que vem do Recife (PE), depois pela música que vem do Rio de Janeiro (RJ).

1 – Érica Montenegro, a Cordelista

Recentemente, num tour deste blog, a professora e pesquisadora, Dra. Winnie Barros publicou excelente artigo sobre “O Pequeno Príncipe em Cordel”, ou seja, o famoso clássico de Exupéry, por Raimundo Clementino. O tema foi tão apropriado, que leitores nos pediram mais. E, como sempre somos movidos por cordel, em janeiro último, recebemos aqui em Manaus (AM), seis grandes livretos desse gênero, sendo cinco de Ernando Carvalho: Ariano Suassuna, Jackson do Pandeiro, Mestre Capiba, Manuel Bandeira e Machado de Assis; e um de Érica Montenegro de Mélo: O Universo de Clarice ou Lispector na Escola.

A excelente autora assim se apresenta: “Eu sou Érica Montenegro/Cordelista e escritora/Mas trabalho dia a dia/Na missão de professora/E sou, na Biblioteca,/Da palavra, emissora. // Aqui pude escrever/E no cordel colocar/Um pedaço da história/De Clarice eu vim mostrar/E puder aproxima-la/De quem quiser lhe encontrar. // Espero que essa poesia/Possa a tod@s chegar/Levando essa história afora/Seus leitores ampliar/Clarice é pra todo mundo/Te convido a contemplar!”

Em 47 estrofes, a escritora faz uma fantástica viagem sobre a vida e a obra de Lispector (1920-1977): “Agora, para vocês/Vou seguir na poesia/Falando sobre Clarice/E sua biografia/Um pedaço da história/Que se fez com maestria (…). // No final do ano 20/Na Ucrânia nasceu/Uma família unida/Do universo judeu/Veio em fuga pro Brasil/Pois na guerra só sofreu (…). // Aos nove anos de idade/A sua mãe pro céu partiu/A família então mudou-se/do Recife para o Rio/De lá, pro mundo foi/Mas amava o Brasil (…). // Foi com 24 anos/Que o primeiro livro veio/Foi Perto do coração /Selvagem,, sem devaneio/Que Clarice estreou/E entrou para esse meio (…). // A imprensa já sabia:/Não gostava de entrevista/Muitos não lhe entendiam/Já que era Jornalista./ Falava pouco e fuma/A contista e Ensaísta (…). // Partiu aos 57/Era mesmo pouco idade/Com uma escritora tão bonita/Feita com sua liberdade/Suas palavras, seu mundo/No corpo, a vaidade …” (1).

Leia Érica e você ficará encantado (a). Trata-se de uma grande cordelista. Seus contatos são: @encantodoconto e (81) 99656-6245.

Fonte pesquisada 1. Cordelista Érica Montenegro de Mélo, in “O Universo de Clarice ou Lispector na Escola”, Recife (PE), dezembro de 2020.

2 – Canções de Noel Rosa

Falar sobre esse poeta da nossa música nacional é mais que prazeroso, é necessário. Sempre. Passado um século de seu nascimento (1910) e de quase 80 anos de seu falecimento (1937), sua arte musical (e continuará) vivíssima entre nós, brasileiros.

Acabou de ser incorporado ao acervo do Facetas o CD “Canções de Noel Rosa” (sem tostão… a crise não é boato…). Uma verdadeira obra-prima de Cristina Buarque e Henrique Cazes. Esse disco esteve no Catálogo da Kuarup Discos de 1999 (www.kuarup.com.br).

São 15 músicas imperdíveis. Além, é claro de outras tanto in medley. A releitura dessas canções feita por esses dois artistas – interpretação e sonoridade -, é algo fascinante. Por exemplo, entre elas estão: Triste Cuíca, Quando o Samba Acabou, Cordiais Saudações, Quem Dá Mais, etc.

Segundo a gravadora: “Partindo da grande familiaridade de Cristina com o universo do samba e da experiência de Henrique em mais de 15 anos com o Conjunto Coisas Nossas, especialista na obra de Noel, montaram um roteiro que desse uma das muitas facetas do Poeta da Vila. O cronista que não perdeu a atualidade, o humanista, o fazedor de paródias, o antirromântico, o inovador de formas, enfim um gênio que em apenas 26 anos de vida e pouco mais de 8 de trabalho musical, marcou fortemente a Música Brasileira” (2).

É de Noel, a seguinte máxima (que não é mera coincidência com o brasil de ontem/hoje), dita por ele durante uma entrevista: “a crise é a única coisa no Brasil sobre o qual podemos afirmar… não é boato”. Verdade: o que não falta país afora é crise: moral, econômica, política partidária, educacional, etc.

A seguir, dados do encarte do CD em questão. Obviamente que muita coisa mudo na careira desses dois artista de 1999 para cá 23 anos depois;: “Caçula de uma família de talentos, Cristina (71) começou em São Paulo cantando Paulo Vanzolini e em 74 despontou com o sucesso do samba “Quantas Lágrimas” de Manacéa da Portela. Daí gravou uma série de discos”, inclusive esse magistral, ora aqui em análise. Por sua vez, o cavaquinhista carioca Cazes (63) “realizou diversos espetáculos sobre Noel e a música carioca das décadas de 20 e 30.” Na década de 1980 “excursionou com Elizeth Cardoso e Nara Leão pelo Brasil e Japão”. Nesse CD do nosso 9º tour o mestre “reencontra o violão, instrumento no qual se iniciou na música“.

Recomendamos aos nossos leitores o CD aqui comentado, o qual está disponível na amazon.com

por Angeline, Francisco e Winnie.

Fonte pesquisada 2. CD “Canções de Noel Rosa”, com Cristina Buarque e Henrique Cazes. Ed. Kuarup Discos (www.kuarup.com.br), RJ, 1999.

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