14º Tour Cultural do Facetas

Olá leitores, o nosso passeio de hoje é sobre os jardins da BOSSA NOVA; suas fontes de águas cristalinas, cujo gênero musical está vivíssimo, apesar dos seus mais de 60 amos de existência.

1 – “Bossa Eterna”. Em 2008, quando dos 50 anos desse movimento, Raul de Souza, João Donato, Luiz Alves e Robertinho Silva, lançaram esse CD com músicas memoráveis, como Só Por Amor (Baden Powell-Vinicius de Moraes), Lugar Comum (João Donato-Gilberto Gil), Pingo D’água (Raul de Souza, etc.

É um trabalho primoroso, divulgado nos EUA. Por sinal, é o pais que mais executa a nossa música no mundo, independente de estilo e artista, diga-se de passagem. No final da apresentação de seu disco , Raul de Souza, diz: “Let’s go again around the world to play this Bossa Eterna!” (1). Aos nossos mundos: interior/exterior.

Segundo Wagner Merije, in “Daqui Pra Eternidade”, sobre o tema acima e, no mesmo CD faz este poemão-canção histórico: “Já faz um tempo/E eu bem me lembro/No fim da tarde, aquele clima gostoso/Inspirados pela arte, aquele alvoroço/Quando Bossa nos tomou de assalto/E virou estrela dos palcos. // Bossa Nova, são tantas histórias/Quanto desejo, quanta liberdade/Para cantar em verso e prosa, no ritmo/Daqui para a eternidade. // Tem sempre gente nova se apaixonando/Porque ela não envelhece e se renova, pode ver/Mudando, melhorando, Eros e puritanos,/ Do samba nasceu com jeito de querer ser/E incendiou o mundo/Bossa, daqui pro futuro. // Todo mundo é Bossa/Tem de todo jeito, pura e misturada/Em todo canto encanta/A Bossa é uma parada/Bossa no sertão e nas Oropa/Bossa Lounge e Bossa Japa. // Bossa ‘n’ Roll e BossaCucaNova/Não tem quem escapa/A Bossa balança o pop e o piano/ Conquista os deuses, as minas, os manos. // Quem vai de Bossa?/Quem está com a Bossa?/Quem é que é Bossa?/Qual é a sua Bossa? // Quem tem a Bossa/Samba de frente, samba de costas/A hora é essa de cair de novo/Na Bossa/Ela está sempre na moda/Se jogue na Bossa/Pra ver no que vai dar. // Essa Bossa é nova,/É de agora, é de sempre/Essa Bossa já tá na história/E encanta/Quem dança, quem canta,/Quem sente//Essa Bossa é pra sempre/Mon amour/Essa Bossa é Eterna” (1). (// = Estrofe).

Fonte 1. CD “Bossa Eterna”, SP: gravadora Biscoito Fino (www.biscoitofino.com.br), 2008

2 – “Bossa Jazz Trio”. Um CD CLÁSSICO, o 2º do trio formado por Amilson Godoy (piano), Jurandyr Meirelles (baixo) e José Roberto Sarsano (bateria). Entre as 12 músicas estão Canto de Ossanha (Baden-Vinicius), De Manhã (Caetano), Zero Hora (Adylson Godoy), O Amor em Paz (Tom-Vinicius).

“Não me é nada fácil escrever algo, por menor que seja”, sobre os três músicos citados, garante Walter Silva (“Picapau”). São profissionais que beiram à perfeição musical. Foi o talento deles que fez surgir essa oba de arte. Fausto Canova endossa a citação acima, assim: “A satisfação de quem gosta de música popular brasileira não é apenas ter certeza de sua destacada posição, senão perceber também, de modo flagrante, o entusiasmo incontrolável com que os jovens se lançam a ela. Agora mais esclarecidos do que nunca, eles (os moços) esquadrinham discos de uns 30 anos atrás, no sentido de atingir uma definição estilística para o samba chegar depois àquela conclusão (negada por alguns puristas superados) de que os compositores brasileiros, sempre foram inspirado, mas não haviam encontrado, senão nos últimos 8 anos. a maneira exata de executar sua obra” (2).

Fonte 2. CD “Bossa Jazz Trio”, vol. 2, SP: gravadora RGE, 2006.

3 – “A Bossa no Paramount”. quando dos 30 anos desse Movimento, em 1989, surge esse magnífico CD com 8 músicas, gravadas ao vivo no Teatro Paulistano Paramount, em meados dos anos 60, por Marcos Valle, Elis, Vinicius, Paulinho Nogueira, Zimbo Trio, Quarteto em Cy, Alaíde Costa, entre outros. “Todos eles freneticamente aplaudidos por uma plateia inteligente e vibrante” (3), constatação de Walter Silva (“Picapau”), o destacado “Disc-Jockey de São Paulo”.

Apesar de gravado ao vivo, cujo disco pode apresentar “as deficiências insuperáveis de acústica e equipamento adequado, que somente são possíveis em um estúdio de gravação”, é um trabalho clássico da fonografia brasileira, onde estão canções como Terra de Ninguém (M. Valle-P.S. Valle), Naná (Moacyr Santos-Mário Telles), Tem Dó de Mim (Carlos Lyra), Adeus (Oscar Castro Neves-Luvercy Fiorini), etc.

Fonte 3. CD “A Bossa no Paramount, SP: gravadora RGE, 1989.

4 – “Os Papas da Bossa Nova”. Finalizamos citando o LP “Os Papas da Bossa Nova”, lançado pela gravadora ODEON, no qual a produção cita: João Gilberto, Silvinha Telles, Sérgio Ricardo, Pery Ribeiro, Luiz Bonfá, Rosana Toledo, como alguns dos intérpretes das 12 faixas e, resume o que significava (e significa) o Movimento Bossa Nova, a princípio, para o Brasil, depois, para o mundo lá fora.

“E eles existem e estão todos vivos. E depois deles já vieram outros, que querem saber como foi musicalmente o grande movimento que sacudiu todas as estruturas da música popular brasileira (…). Tudo o que é bonito está aí, decretado pelos “papas” que nasceram juntos num restaurante de menu escrito no espelho e onde pela primeira vez naquele mesmo espelho se escreveu “bossa nova”. Depois é que o termo foi pronunciado pelos quatro cantos do mundo “(4).

Fonte 4. LP “Os Papas da Bossa Nova”, RJ: gravadora Odeon, 1972.

É isso aí. Esperamos assim atender, mais uma vez, as expectativas dos nossos leitores,. Viva a arte! Viva a música! Viva a Bossa Nova!

Por Angeline, Francisco e Winnie.

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