“Um galo sozinho não tece a manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro: de outro galo que apanhe o grito de um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzam os fios de sol de seus gritos de galo para que a manhã, desde uma tela tênue, se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão”.

Belo, belo, belo poema! Trata-se de “Tecendo a manhã“, do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), lançado em 1966 com mais 47 poemas na obra “A Educação pela Pedra”.

É com estes versos que, nós, criadores e mantenedores do Facetas, que ontem completou CINCO , 263 edições, 317.896 acessos, 4.592 desses só no último mês, com sugestões, parabenizações e observações, que agradecemos a todos os nossos leitores, seguidores e apoiadores desta empreitada educativa – nosso objetivo maior: educação. Poderíamos citar muitos nomes de pessoas conhecidas. Mas seríamos injustos se um único nome ficasse fora da lista, do todo. Portanto, é melhor assim: aceitem nossos abraços, nossos carinhos.

Desde 07.08.2015, o Facetas faz longas viagens literárias, poéticas, musicais, biográficas, bibliográficas, cinematográficas, etc. Já bebeu na fonte de poetas como Victor Hugo, Goethe, Camões, Dante, Gabriela Mistral, Florbela Espanca, Pablo Neruda, Gibran Calil Gibran, etc; no Japão, do educador Daisaku Ikeda; nos EUA, de Benjamim Franklin; dos cientistas Pierre e Marie Currier, Einstein, Carlos Chagas, Josué de Castro, Paulo Vazolini; dos pintores Vincent van Gogh e Frida Kahlo; no Brasil, a sua maior estada em quase todos os Estados da Federação: em Taubaté, de Monteiro Lobato, em São Paulo (SP) de Lygia Fagundes Telles, Toquinho; no Amazonas de Antonio Carlos Lacerda, Chico da Silva, Emerson Maia, Joyce Maria e Tenório Telles; no Acre, de Sérgio Porto, Sérgio Bittencourt; em Goiás de Cora Coralina; em Minas de Aleijadinho, Fernando Sabino e Drummond; no Rio de Janeiro, de Vinicius, Heitor dos Prazeres e Cartola; no Pará Geraldo Mártires Coelho e João Donato; em Alagoas, de Graciliano Ramos; em Pernambuco, de Capiba, Duda Beat e Ricardo Brennand; na Bahia, de Moraes Moreira, Gil, Bethânia, Raimundo Sodré e Jorge Amado; na Paraíba, de Luiz, Zé e Elba Ramalho. Também foram abordados temas como: A Amazônia, o Feminicídio, o Idoso, a Criança, Racismo e Preconceito, O Direito das Mulheres, Educação, Língua Portuguesa, entre tantos outros temas e nomes, arte e biografias foram estudados e publicados nesse quinquênio.

Aquele primeiro artigo, sobre Vandré, levou 10 dias para atingir 23 acessos, apenas. Os últimos (atuais), 15, 20 vezes mais em igual período, cada um. Por quê? Porque a nossa legião de leitores, acredita na nossa proposta educativa, por meio das nossas “facetas”. Pesquisas idôneas; fontes seguras, confiáveis; temas consistentes, entre outras características próprias. Tem mais: não fazemos juízo de valores. Só publicamos aqui em que acreditamos e gostamos – e achamos que outras pessoas também gostarão. Esperamos, portanto, continuar contando com você, leitor, nos dando seu crédito de confiança. Sempre repetimos: até aqui não tivemos patrocinador nem interesse comercial. Esta é a receita para o nosso sucesso. Nos anos 80, o poeta e filósofo Antonio Cícero com a irmã, a cantora Marina Lima, compuseram Fullgás, na letra constam estes versos inesquecíveis: “Você me abre seus braços/E a gente faz um país…”. Assim será conosco: você confia no Facetas e ele continuará forte, preciso, popular e muito mais temático no fortalecimento da nossa cultura, da nossa educação, da nossa música, da nossa prosa, etc, para a grandeza da nossa Nação grande, na igualde social, no saber. O nosso muitíssimo obrigado: Angeline Gomes, Francisco Gomes e Winnie Barros.

Notinha Útil 1 – Há exatos 75 anos (nos dias 6 e 9 de agosto de 1945), foram lançadas pelos EUA, bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que ceifaram a vida de milhares de pessoas inocentes. Esse doloroso momento da humanidade, foi 9 anos depois (1954), retratado assim com esse hino da paz no poema “A rosa de Hiroxima“, imortalizado na interpretação de Ney Matogrosso, por Vinicius de Moraes (1913-1980): “Pensem nas crianças/Mudas telepáticas/Pensem nas meninas/Cegas inexatas/ Pensem nas mulheres/Rotas alteradas/Pensem nas feridas/Como rosas cálidas/Mas oh não se esqueçam/Da rosa da rosa de Hiroshima/A rosa hereditária/A rosa radioativa/Estúpida e inválida/A rosa com cirrose/A anti-rosa atômica/Sem cor sem perfume/Sem rosa sem nada”.

Notinha útil 2 – Ontem, quando do encerramento das atividades pedagógicas e de planejamentos escolares da Rede Pública Estadual da Escola “Jairo da Silva Rocha (ex Daisaku Ikeda), com professores, pedagogos e técnicos da da Coordenadoria Distrital 5 da capital Manaus (AM), a senhora Gestora Neucilene Colares, exibiu um vídeo com Epitáfio, dos Titãs, uma das mais belas canções da banda e do Brasil, na qual estão estes versos: “Queria ter aceitado/A vida como ela é/A cada um cabe alegrias/E a tristeza que vier” . Isso nos fez sair da reunião com a convicção de que a tristeza pandêmica que assola o mundo nos últimos 4, 5 meses, não vai tirar a nossa alegria, a nossa serenidade (com precaução, é claro), nem a vontade que temos, como educadores que somos, de fazer o melhor pelos nossos educandos. Vamos à luta!. Aquele abraço, professor Albano, representante dos demais.

UM GALO SOZINHO NÃO TECE A MANHÃ.

Fonte: 1. http://www.recantodas letras.com.br; “Vinicius: O poeta da paixão“, de José Castello, SP: Cia das Letras, 1994.