6º Tour Cultural do Facetas

Olá, leitores. Para hoje preparamos três temas bem ao nosso estilo: literatura e música e vice-versa.

1 – Bibi, para sempre Ferreira

Vocês sabem quem foi Abigail Isquiedo Ferreira? Foi a talentosa atriz e cantora carioca Bibi Ferreira (1922-2019), filha do grande ator e diretor teatral Procópio Ferreira e da bailarina Aida Isquiedo Ferreira.

Desde criança seus dotes artísticos eram inequívocos. Aos 3 anos dançou e cantou para o público em Santiago do Chile. Com apenas 24 anos foi levada ao teatro por seu pai, com quem entrou em cena. Fez Escola de Baile no RJ, depois foi aperfeiçoar seus estudos na Europa, principalmente em Londres. “Ainda moça demonstrava, como cantora, graça, desembaraço e personalidade”.

Em 1973, com sua carreira já bem consolidada, “Bibi age como mediadora junto ao presidente Médici, nas negociações que serviram para a regulamentação da profissão artista, beneficiando mais de 3 mil pessoas, entre artistas de teatro, rádio, televisão e circo”. Em 70 anos de carreira, a soma de seus feitos artísticos é algo invejável, no bom sentido, é claro.

Por exemplo, em 2006, juntamente com o pianista Miguel Proença, a cantora lança o CD “Tango”. Uma verdadeira obra-prima da música universal. São 13 músicas em espanhol. Todas as composições são das décadas de 20, 30 e 40 do século XX. Entre elas estão Cuesta Abajo (Carlos Gardel – Alfredo Le Pera) e Esta Noche Me Emborracho (Enrique Santos Discéporo).

A interpretação de Bibi em La Noche Que Te Fuiste (Osmar Maaderna – José Maria Contursi) é espetacular. Música e letra se complementam; entonação e notas musicais encantam o ouvinte, com estes versos: “por eso cuando em sueños tu imagem se agiganta/ y entonas sutil essa viaja cancion,/ yo vuelvo a ser entronces el de aquellos días,/ radiante y feliz como um rayo de sol”.

Recomendamos a todos esse CD. Esse disco pode ser encontrado no catálogo da Gravadora Biscoito Fino.

Fonte: 1. CD “Tango”, de Bibi Ferreira e Miguel Proença. Gravadora Biscoito Fino, RJ, 2006.

2 – “Primeiros Clássicos Disney”

Em 2018, a Disney Entretenimentos, para comemorar seu “75 anos de magia”, lançou uma “maleta” contendo seis contos: Pato Donald, Pablo, o Pinguim, O Pinocchio, O Elefante Elmer, Mickey e Branca de Neve e os Sete Anões. Assim, os poderosos estúdios de Walt Disney resumem 3/4 de século de sucessos que atravessaram o tempo:

“Foi nas páginas de Editora Melhoramentos que os personagens fizeram sua estreia no Brasil, sendo a primeira editora parceira no país e uma das mais antigas do mundo!

Em 1943, Mickey, Pato Donald e Zé Carioca se tornarem personagens familiares aos leitores brasileiros e foram incluídos no catálogo da Melhoramentos, que já possuía títulos relevantes em sua coleção Biblioteca Infantil.

A Disney era então uma indústria cultural em ascensão, e a popularidade de seus personagens crescia no Brasil e no mundo. Anos antes, em 1938, o sucesso estrondoso de Branca de Neve e os Sete Anões, o primeiro longa-metragem de animação, marcou o nascimento do império criado por Walt Disney, que se sagrou como símbolo de conteúdo relevante e de cultura popular.

Em 1943, a Melhoramentos lançou o primeiro título em parceria com a Disney, Pato Donald, integrando a coleção Historietas, voltadas ao público infantil pré-alfabetizado e que trazia ilustrações coloridas e pequenos contos adaptados. Outros títulos de personagens famosos da Disney fizeram parte da coleção Horas Felizes, como o icônico Zé Carioca, que apresenta ao Pato Donald as belezas do Rio de Janeiro na edição de número 10. O personagem brasileiro da Disney brinda os leitores com muita simpatia e a peculiar irreverência carioca.

Além dos pequenos contos, histórias clássicas da literatura infantojuvenil, como a de Pinóquio, também foram publicados pela Melhoramentos na versão Disney, que com sua expertise em contar histórias tão relevantes quanto as originais.

Hoje, assim como na data de lançamento dos clássicos desta edição comemorativa, os personagens da Disney mostram sua força em histórias emblemáticas e repletas de fantasia que continuam a encantar crianças de todas as idades – incluindo as que habitam a alma dos adultos que acreditam em sua magia”(2).

Então, “o que determina um clássico”, seja da literatura infantojuvenil ou da literatura para adultos? A própria editora se encarrega em responder assim:

“Um clássico transcende sua época, proporcionando ensinamentos emocionando leitores distintos com suas histórias.

A Editora Melhoramentos traz nesta caixa comemorativa as primeiras publicações em parceria com a Walt Disney Company. O leitor encontrará edições fac-similares das obras como foram publicadas no passado, seguindo a norma-padrão e o design da época, com as primeiras ilustrações do estúdio que se tornou a maior empresa de entretenimento do mundo.

As seis obras desta edição provaram-se verdadeiros clássicos, atravessando gerações e conquistando leitores apaixonados com suas belas histórias repletas de fantasia e que resistiram ao teste do tempo”(2).

Excelente obra não apenas para crianças, adolescentes, mas, acima de tudo, para adultos. Esta edição poderá ser encontrada facilmente nas Lojas Americanas.

Fonte: 2. “Primeiros Clássicos Disney”, São Paulo: Editora Melhoramentos, 2018.

3 – Kuiá, o conjunto musical

Está ocorrendo uma pequena exposição de produtos de diferentes etnias indígenas, na Zona Leste de Manaus, mas precisamente no Shopping São José. Alguns adereços são tão bem confeccionados, que o visitante fica sem saber ao certo qual deles deve adquirir. Também são vendidos DVDs e CDs.

Lá, por exemplo, nós, do Facetas, encontramos o livro Kuiá: Música e Identidade Étnica, de 70 páginas, mais DVD, com 12 músicas. Informamos aos nossos leitores, que “O Kuiá é o grupo musical das crianças e adolescentes Sateré-Mawé e Tikuna da Aldei Inhãa-bé, Tarumã-Açu, Manaus-AM”, ou seja, são moradores da zona urbana da nossa Capital manauara.

Tanto o livro quanto o DVD são imperdíveis por parte de quem pretende saber um pouco mais da riqueza cultural desses povos. “O Kuiá apresenta suas canções em voz principal e coro, cantadas nas línguas Tikuna, Sateré-Mawé e Portuguesa, acompanhados por instrumentos percussivos, como o gambá, chocalhos inhãa´bé e awaí, maracas, paus de chuva e buzinas muito representativos das sonoridades das etnias Sateré-Mawé e Tikuna, em uma performance musical que agrega coreografias figurinos e outros objetos” (3).

Realmente, a sonoridade musical desse grupo é algo sublime. O ouvinte/espectador/telespectador tem a convicção de que a música como arte não tem fronteiras: é bela sempre. Independente de estilo, gênero ou qual lugar da Terra estejam sendo executados dança, canto e melodia.

O Kuiá vem “se apresentando em escolas das redes pública e privada de Manaus, eventos em Universidades, feiras, encontro do movimento indígena e visitas turísticas na Aldeia Inhãa-bé”, desde 2011, de forma contínua. Cuja prática “desenvolve nas crianças e adolescentes indígenas habilidades musicais e artísticas desde tenra idade”. Assim, como também, a “perpetuação das línguas” deles.

O DVD, como já foi dito, contém 12 canções, entre elas: Eware, Cauré, Requiém, Paiyawaru. Cada música apresentada, “se refere a símbolos e simbologias que representam as culturas” aqui abordadas. Aliás, esse belo trabalho musical foi gravado em julho de 2021, no Teatro Amazonas, com apoio de órgãos estaduais e federais como a Secretaria Especial da Cultura do AM e Ministério do Turismo.

Esta obra pode ser encontrada na Lucas Leão Produções, aqui mesmo em Manaus. Contato: (92) 99534-1211/99112-6607. WWW.LUCASLEAO.COM.BR e lucasleao@oi.com.br

É isso aí nobres leitores. Nos contentamos muito se vocês gostarem dessas temáticas. No próximo sábado teremos mais novidades. Até lá!

Fonte: 3. Cruz, Regiane, Pedro da Silva Viana, Carolina Bertolini. “Kuiá: Musica e Identidade Étnica”. 1 ed. – Manaus-AM: Edição dos autores, 2021.

Notinha útil – Nos próximos dias – de 19 a 22 – temos várias comemorais nacionais. Uma delas, dia 18, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. Aos poetas e escritores, autores de obras infantojuvenil, os nosso parabéns, principalmente ao grande Monteiro Lobato, que nos deixou obras imortais nessa área.

Por Angeline, Francisco e Winnie

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