11º Tour Cultural do Facetas

Olá, leitores. O nosso tour de hoje aborda três temas bem do nosso estilo: música e literatura.

1 – CURIOSIDADES MUSICAIS. Em dezembro último, a Dra. Winnie Barros adquiriu, em Recife (PE), interessante livro: “101 curiosidades – música” com temas como: História da música, ritmos famosos, os instrumentos, grandes nomes da música, maiores músicos brasileiros, glossário musical, etc.

Na contracapa, consta: “A música é uma das artes mais antigas e populares do mundo, e tem um papel essencial em todas as culturas. Afinal, quem não gosta de escutar uma boa canção? Então este livro é ideal para você! Vire as páginas e embarque nesse universo incrível da MÚSICA!” (1). Nós nos encarregamos em virar as páginas para os nossos leitores e lhes apresentar algumas dessas curiosidades. A seguir.

Primeiros sons – Surgiram na Pré-História. Os humanos produzem sons com base no que ouviam da natureza (trovão, barulho das ondas e do vento, etc). Tais ruídos, porém, ainda não eram vistos como uma expressão musical, propriamente dita. Ritmos famosos – A autora faz um resumo sobre: blues, jazz, pop, rap, cauntry, etc. Sobre o Brasil, destaca a MPB como símbolo nacional desde os anos 60 e o SAMBA como “um novo conceito de ‘música nacional'”. Grandes artistas – A lista é vasta. No exterior, vai de Beethoven, Elvis Presley a Beyoncé; no Brasil, começa com Villa-Lobos, passa por Carmen Miranda, Vinicius de Moraes, chegando a Luiz Gonzaga, etc, etc. Top 7 das músicas – As citadas são: Smells like teen spirit (Nirvana), Imagine (J. Lennon), One (U2), Billie Jean (M. Jackson), Bonemian Rhapsody (Queen), Hey Jude (The Beatles), e Like a Roling Stone (Bob Dylan). Glossário musical – Conceitos de palavras do tipo FALSETE E LUTHIER. A 1ª significa “tom falso”. Vem do italiano falsetto. É um recurso vocal em que o cantor consegue emitir sons mais agudos/graves do que sua voz natural é capaz de produzir. A 2ª, é de origem francesa. Luthier é aquele (a) que tem por ofício a construção artesanal de instrumentos. O Brasil tem grandes profissionais nessa área. Alguns conhecidos mundialmente.

Adquira seu livro. Ele não só traz curiosidades, mas ensinamentos (www.cirandacultura.com.br).

FONTE 1. Barbieri, Paloma Blanca Alves. “101 curiosidades -música”, SP: Ciranda Cultural, 1. ed. 2021.

2 – NO PROMISES. Esse é o nome do fantástico CD da cantora e compositora italiana Carla Bruni (54), de ascendência francesa. Casada com ex-presidente francês Nicolas Sarkozy desde 2008. Foi 1ª Dama de seu país de 2008 a 2012. Esse trabalho é uma obra-prima da música universal contemporânea. Não no contexto mercadológico, mas poético, musical. É incrível!

Foto capa do CD

O disco contém 11 canções-poemas. Todas de poetas, escritores ou escritoras de renome mundial., como o irlandês William Butler (1865-1939), o anglo-americano Wystan Hugh Auden (1907-1973), a poetisa norte americana Emily Dickinson (1830-1886), a poetisa inglesa de origem italiana Christina Georgina Rossetti (1830-1894), o escritor e poeta inglês Walter de La Mare (1873-1956) e a poetisa e escritora norte-americana Dorothy Parker (1893-1964).

O CD vem em inglês, apesar de gravado e mixado em Paris, em 2008. Esse tipo de seleção é algo raro no mundo fonográfico. No Brasil, por exemplo, esse mérito é atribuído ao cantor Raimundo Fagner (que já musicou poemas de Ferreira Gullar, Cecília Meireles, Mario de Andrade, Florbela Espanca, etc). A seguir estrofes de dois desses poemas musicados e cantados: I went to heaven (E. Dickinson) e Afternoon (Dorothy Parker), respectivamente:

“People like the moth./Of mechlin frames./Duties of gossamer./And eider names./ Almost contented/i could be/ mong such unique/society” (2).

“When i am old, and comforted/and done with this desire./ With memory to share my bed/and peace to share my fire” (2).

Show! Ouça ou adquira o seu CD (carlabruni.com)

FONTE 2. CD “No Promises“, Carla Bruni, gravadora Naiva/Teorema, Paris, 2008.

3 – “COM LICENÇA POÉTICA“. Esse é o nome de um dos mais belos poemas da grande poetisa mineira Adélia Prado (86), contido no seu primeiro livro, “Bagagem”, de 1976, lançado no RJ, na presença de Carlos Drummond, Affonso de Sant’Anna, Clarice Lispector e Juscelino Kubitschek.

Adélia Prado -Foto de Célio Apolinário-Veja, fev/1979.

Segundo a poetisa, seu primeiro livro “foi feito, num entusiasmo de fundação e de descoberta nesta felicidade. Descobri ainda que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você, ou de observar formigas trabalhando” (3).

Sua bibliografia é vasta. Algumas de suas obras são: “O Coração Disparado”, “O Homem da Mão Seca”, “Oráculos de Maio”, etc. No teatro foi interpretada por Fernanda Montenegro, com a peça “Dona Doida”. Entre dezenas de poemas, destacamos estes: Lembrança de Maio, Ensinamento, Amor Violeta, entre outros. A seguir, a íntegra de “Com Licença Poética”: “Quando nasci um anjo esbelto,/desses que tocam trombeta, anunciou:/vai carregar bandeira./Cargo muito pesado pra mulher,/esta espécie ainda envergonhada./Aceito os subterfúgios que me cabem,/sem precisar mentir./Não sou feia que não possa casar,/acho o Rio de Janeiro uma beleza e/ ora sim, ora não, creio em parto sem dor./Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina./Inauguro linguagens, fundo reinos/- dor não é amargura./Minha tristeza não tem pedigree,/já a minha vontade de alegria,/sua raiz vai ao meu mil avô./Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. // Mulher é desdobrável; Eu sou” (3).

Meu Deus! São palavras que transformam a gente. O nosso interior, acima de tudo. Uma oração. “Dor não é amargura”.

FONTE 3. Caderno Aplauso, jornal Correio Amazonense, Manaus, 25 de janeiro de 2006, p. 16.

Jaboatão dos Guararapes – Imagem do JN do dia 03/06/2022

Notinha triste e dolorosa – O fenômeno climático que devastou cidades e ceifou vidas (128), em Pernambuco, e que também se alastrou para Alagoas e Paraíba nos últimos dias, causou tristeza e dor em todos nós, brasileiros sensatos de Norte a Sul. Porém, “o nordestino é, antes de tudo, um forte”, e saberá sarar essa ferida que deixará marcas eternas. Mas vai sarar sim. Vamos reunir forças; sejamos solidários. Vamos tecer novas manhãs; escrever novas páginas; e, acima de tudo, viver. O memorável poeta Joao Cabral de Melo Neto, nos deixou esta lição: “Um galo sozinho não tece uma manhã:/ele precisará sempre de outros galos” – centenas de bombeiros e outros estão buscando solução. Conclamamos, portanto, aos nossos leitores, que façam o que fez a equipe do Facetas, que, apesar de modestamente, contribuiu com as instituições sérias (Associação Florescer da Casa Rosa, Campanha de Arrecadação liderada por Suelen Karine, Espaço solidário Casa Maria de Lourdes, Associação Pernambucana da IASD, etc), que estão imbuídas em ajudar na recuperação (material, moral e psicológica) de milhares de famílias atingidas. Nenhum cidadão sairá derrotado desse ocorrido. Vamos à vitória! “Homem e natureza precisam contar um para o outro os seus segredos” (Ciência Hoje, da SBPC).

Por Angeline, Francisco e Winnie.

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