Na semana passada publicamos o artigo abordando o classicismo e suas características musicais, seus representantes e o início do século XIX, com Beethoven. Hoje, a nossa abordagem é sobre O Romantismo.
1. ROMANTISMO – A LIBERDADE DE CRIAR: A Revolução Francesa mudou muita coisa, tanto na Europa como no resto do mundo, sob a forma de surto de liberalismo. “Nos 1os anos do século XIX, os Direitos do Homem, a democracia e a liberdade de expressão tomavam conta da mentalidade europeia, modificando os seus critérios de valor. Por toda parte a arte se desligava das amarras do passado. Assim, a música deixava os salões, pondo-se ao alcance do povo. Os compositores passaram a colorir suas peças com produtos da cultura popular, mas o subjetivismo se impôs como a principal características da música romântica”.(1)
Logo aderira o novo movimento Paganini (1782-1840), Schubert (1792-1828), Mendelssohn (1809-1847), Rossini (1792-1868), Bellini (1801-1835), Donizetti (1797-1848), entre outros. Na Itália, a ópera aderiu ao Romantismo, mudando seus padrões de interpretação até então vigentes. Mas, houve destaque, é claro, com Carl Weber (1786-1826) e Richard Wagner (1813-1883).
“O realismo e a intensa força dramática das óperas do italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) celebrizaram-no em pouco tempo e sua influência estendeu-se a músicos românticos de todo o mundo. Carlos Gomes (1836-1896) foi um deles”. (1)

2. NACIONALISMO ROMÂNTICO: A música italiana imperou da Europa por muito tempo. Só foi atenuada pelo barroco de Handele Bach. A ópera romântica de Weber e o drama musical de Wagner eliminaram esse monopólio italiano. Por sua vez, o prodigioso pianista húngaro Franz Listz (1811-1886), introduziu no meio musical, o Poema Sinfônico, cujas liberdades de forma o levaram a um dos primeiros pianos no panorama romântico.
Na Rússia ou na Tchecoslováquia, os músicas criaram sons modais da música sacra eslava e do folclore russo. “O exotismo e a riqueza essa música de raízes folclóricas foram sem dúvida fatores importantes para a elevação do Romantismo ao seu nível mais alto”. Outro notável compositor do Romantismo foi o belga César Franck (1822-1890), criador da forma cíclica, pela qual constrói uma obra inteira, baseando-se num único tema.
3. IMPRESSIONISMO – ARTE E SUGESTÃO: Em 1900, a música europeia passa pelo debate: quem defendia ou não o estilo de Wagner. Há algo novo a ser criado dentro do já explorado sistema total? “Por tentarem encontrar numa saída, os alemães Gustav Mahler (1860-1911) foram considerados ‘ultramodernos'”.
Por achar os acordes da harmonia convencional “gastos demais”, o músico russo Aleksandr Seriabin (1872-1915), pensava numa porém, foi Claude Dehussy (1862-1919) resolvia o problema com uma música nova: o Impressionismo. Ele visava a uma arte de mudanças. Para tal, desenvolveu uma técnica que consistia em explorar o encadeamento de acordes, dando a música, várias tonalidades. Mas, foi o extraordinário Maurice Ravel (1875-1937), que compôs para piano, canto ou orquestra com traços impressionistas.
Para encerrar essa nossa série – A arte da música – na próxima semana vamos tratar o modernismo, ou seja, uma breve história da música.
Gomes, Winnie e Angeline.
Notinha útil: Desejamos na segunda-feira, 12 de outubro, um feliz dia das crianças. Que possamos preservar e cuidar das nossas crianças para que sejam saudáveis emocionalmente e fisicamente. Para quem é Católico, que Nossa Senhora Aparecida seja uma benção para todos.
Fonte consultada: 1. Fascículo 1 da Coleção “Grandes Compositores da Música Universal”. – SP: Abril Cultural, 1969.