A expressão orquestra vem do grego orkestra. Na Grécia antiga era o local do teatro onde o coro executava as danças e cantava. “Com o tempo, orquestra passou a significar o conjunto de vários instrumentos que executam uma obra musical qualquer“. Esses conjuntos, portanto, são conhecidos desde as primeiras dinastias egípcias e durante muitos séculos limitaram-se a 3 ou 4 intérpretes. Nos dias atuais os instrumentos são divididos em famílias, ou seja, cada um por seu modo de tocar: cordas, sopros e percussão, cuja divisão ocorre desde o século XVI, quando vários membros de cada família passaram a reunir-se em grupos sonoros, de acordo com os correspondentes timbres.
Foi, a partir do início do século XVII, que o compositor Cláudio Monteverdi, ampliou o número de elementos desses grupos, e sua orquestra chegou a incluir 36 participantes. Os números, no entanto, foram ajustados nos séculos seguintes. “Mas, foi com o francês Berlioz (1803-1869) que a orquestra se distribuiu na forma em que hoje a conhecemos. Atingindo, quando necessário, um total de 110 instrumentistas. E, a partir de Wagner (1813-1883) ela adquiriu a personalidade atual” (1).

“As cordas são a espinha dorsal da orquestra tradicional. Como grupo, possuem agilidade técnica e grande fluência, abrangendo uma faixa de possibilidades sonoras maior que a dos sopros. Os violinos, divididos em primeiros e segundos, são os sons agudos desta família e situam-se, ordinariamente, os primeiros à esquerda do regente, e os segundos à direita. Os dois grupos se encarando e separados pelo podium (estrado onde se coloca o maestro)” (1).
Por sua vez, as violas se parecem com os violinos, mas são um tanto quanto maiores que esses e com som mais grave. E os violoncelos? Bem, por serem bem maiores, ficam presos entre os joelhos dos executantes e apresentam sons graves. Os contrabaixos são os instrumentos de sons mais grave da família e se colocam atrás da orquestra. Com uma particularidade: seus executantes tocam-nos de pé ou sentados em banquetas.
Não podíamos deixar de mencionar as harpas. Elas são dedilhadas, e situam-se onde melhor aprouver ao regente. Assim como se podem colocar isoladamente à sua direita. Entre os sopros – feitos de madeira ou metal – a flauta também chamada de flautim. Ainda entre os sopros de madeira, o oboé e a clarineta, complementados, respectivamente em seus sons mais grave pelo corne-inglês e clarineta-baixa (clarone) apresentam sons agudos e médios.
O fagote também faz parte das famílias. Ele ocupa a posição dos violoncelos nas cordas; é complementado pelo instrumento de sons mais baixo nas madeiras: o contra-fagote. A orquestra também, tem sua artilharia pesada, digamos assim. “São os sopros de metal, os quais, em solo ou conjunto, expressão dramaticidade ou grandiosidade, que as cordas e os sopros de madeira por si só não conseguem”.
E os pistões? Esses produzem sons médios e agudos. São, portanto, capazes de considerável agilidade sonora. “Os trombones são lentos, mais ponderados e majestosos em seu campo de domínio, abrangendo sons médios e graves. A tuba, como produz som mais grave entre os metais, coopera com os contrabaixos na missão de conseguir apoio para a estrutura harmônica da orquestra, tornando o resultado do todo mais interessante” ().
“As trompas são elementos híbridos nesta família, pois sua sonoridade se aproxima, às vezes, das madeiras. Outros membros maturais das famílias de instrumentos, são, a caixa, o bumbo, o triângulo, os pratos, o tantã, o gongo e o pandeiro“ (1). Porém, por escolha do compositor, participar da orquestra sinfônica, o piano, o órgão, o cornetim (pequeno pistão, de som estridente), entre outros.
Não há como negar (ou ignorar) a grandiosidade espetacular da orquestra sinfônica. Por isso, independente de ser músico ou não, a gente precisa ter, no mínimo, a noção das famílias de instrumentos que as compõem. Sejam elas grandes ou pequenas. Apresentamos aqui a união desses profissionais fabulosos.
Por Angeline, Francisco e Winnie.
Fonte consultada: 1. Fascículo 1 da Coleção “Grandes Compositores da Música Universal”. – SP: Abril cultural, 1969.