Em janeiro de 2012 fui presenteado pela minha filha Winnie, com o livro 501 grandes artistas. É praticamente um manual. São quase 650 páginas muito bem editadas, ou seja, UM GUIA ABRANGENTE SOBRE OS GIGANTES DAS ARTES (principalmente da pintura), cujo editor geral é ninguém menos do que o pintor, professor-pesquisador da Fundação Rootstein Hopkins, da University of the Arts, em Londres Stephen Farthing Amagansett (seu currículo é extenso) e prefácio de outro gigante das artes, Geoff Dyer, Ganhador do Prêmio ICP Infinity de Textos sobre Fotografia.
Essa obra reúne nomes de artistas mundialmente conhecidos e, outros, nem tanto, mas todos deveras talentosos. “A coletânea é cronológica e geograficamente ampla. Começamos na China, há mais de dois mil anos, e terminamos no Irã, com uma artista que nasceu em 1974“, isto é, com Dong Yuan e Shirana Shahbazi, respectivamente. 
É lugar-comum afirmar que a arte não melhora com o tempo ou piora com ele. “De um jeito ou de outro, algumas das primeiras obras de arte já produzidas exibem um poder primitivo que é insuperável. O que muda é o modo como essa característica ou esses padrões se manifestam“. Tudo, então, está sujeito às variações históricas. 
Stephen, ao se reportar sobre a obra em análise (janeiro de 2008), um ano antes de sua publicação, escreve de Nova York, o seguinte: “É mais do que uma lista de nomes; é uma narrativa que descreve a face mutável da arte simplesmente contando, em ordem cronológica, as histórias de algumas das pessoas que a fizeram“.
Assim, prossegue o mestre: “Quando Paul Cézanne disse queo homem precisa permanecer oculto; o prazer tem de ser encontrado na obra“, provavelmente estava imaginando uma era na qual a plateia estaria tão interessada na vida dos artistas que a arte em si se tornaria mada mais do que uma sucessão de imagens projetadas na parede“.
Ao concluir sua avaliação, diz o editor: “A palavra final no assunto, creio eu, deveria ser dada por um artista que garantiu seu nome entre os mais geniais, em quase todas as listas – Michelangelo: “Se as pessoas soubessem quanto tive de trabalhar para dominar minha arte, nada disso pareceria tão maravilhoso’“.
501 grandes artistas reúne os maiores expoentes da arte mundial, desde os mestres da Antiguidade clássica aos inovadores performers contemporâneos, abrangendo os mais diversos estilos e movimentos artísticos.
Obra de referência indispensável para amantes da arte, estudantes e pesquisadores, o livro revela fatos interessantes sobre a vida dos artistas, bem como informações essenciais relativas às suas obras-primas e as influências que exerceram na época e nas sociedades em que viveram.
Organizado em ordem cronológica, como já fora dito, e ilustrado com mais de 600 reproduções de pinturas, fotos de esculturas e instalações, além de retratos dos próprio artistas, análise de profissionais de todos os estilos – desde a pintura de paisagens chinesa do século I às mais avançadas manifestações da arte contemporânea , passando pelas artes bizantina, gótica, renascentista, pelo impressionismo, o surrealismo, o cubismo, a fotocolagem, a arte performática, o vídeoarte e as instalações multimídia. 
No intuito de ampliar a diversidade dos perfis biografados e contemplar também a produção artística brasileira, foram incluídos 25 artistas que se destacaram no cenário nacional, entre os quais Aleijadinho, Portinari (Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Iberê Camargo), Beatriz Milhazes, além de Hélio Oiticica e Vik Muniz, que já constavam da edição original inglesa“.
 “Escrito por uma equipe internacional de críticos, historiadores e artistas, 501 grandes artistas é um guia abrangente sobre os homens e mulheres por trás das maiores criações de arte no mundo inteiro“. Realmente é um guia imperdível!
Por falar em mulheres, são 50 delas que completam a obra, ou seja, 10% do total editado. Aparentemente, trata-se de um número reduzido. Mas, em se tratando de um “mundo” dominado por artistas masculinos, essas cinquenta representam muito bem a categoria mundo afora.
São mulheres de diferentes  nacionalidades: francesas, alemãs, norte-americanas, inglesas, japonesa (por exemplo, a Tomie Ohtake, meio nipônica, meio brasileira), mexicana, italianas, entre outras. E brasileiras? Sim. Temos cinco: Tarsila do Amaral (1886-1973), Anita Malfatti (1889-1964), Lygia Clark (1920-1988), Beatriz Milhazes (1960) e Adriana Varejão (1964). 
Apesar do livro citar as obras-primas de cada uma delas, nenhuma dessas obras fora ilustrada pelo editor. Nem mesmo as fotos das cinco artistas . Acredita-se que tenha sido por falta de espaço. Assim como ocorreu com muitos outros citados ao longo do manual. Se fosse completo, seria inviável a comercialização do “501…”.  Independente desse detalhe, estamos gratificados pelas nossas representantes elevadas ao  contexto mundial.
Portanto, vamos às principais obras de cada uma delas:
TARSILAA negra 1923; E.F.C.B 1924; Carnaval em Madureira 1924; Manacá 1925; Abaporu 1928; Antropofagia 1929; Composição (Figura só) 1930; Sol poente 1929; e Operários 1933.
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 Carnaval em Madureira 

ANITAO farol de Monhegan 1915; O homem amarelo 1915-1916; A boba 1915-1916; A estudante 1915-1916; e A onda 1915-1917.
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 O Homem Amarelo 
LYGIAEspaço modulado 1958; Bicho (Máquina) 1962; Bicho – relógio do sol 1960; A casa é o corpo: labirinto 1968; Rede de elástico 1973; Boba antropofágica 1973.
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O Corpo é a casa: labirinto
BEATRIZ Ei…Oi… E aí? Vem, vamos! 1990; O guitarrista 2000; O mágico 2001; Junior Mints 2006; Beleza pura 2006.

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O Guitarrista 

ADRIANA
Passagem de Macau a Vila Rica 1992; O sedutor 2004; Linda do rosário 2004.

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O Sedutor
Para a nossa glória, praticamente todas as obra-primas de Lygia Clark,  a única, das cinco citadas, que suas pinturas estão no exterior: Espelho modulado – Museu Reina Sofia, Madri, Espanha; Bicho (Máquina) (Museum of Fine Arts, Houston, EUA); Bicho – relógio do sol (Coleção Fundação Memirovsky, São Paulo, Brasil); A casa é o corpo: labirinto (Instalação temporária da Bienal de Veneza, Itália): Rede de elástico (Atividade coletiva na Faculté d’Arts Plastiques St. Charles, Paris, França); e Boba antropofágica (Atividade coletivas na Faculté d’Arts Plastiques St. Charles, Paris, França).
Os artigos do 501 grandes artistas, são informativos e instigantes, os quais têm atravessado os séculos contando a história da arte por intermédio dos grandes ícones da estética, relatando detalhes intrigantes sobre a biografia dessas personalidades, apresentando imagens de suas criações e indicando aos leitores os museus e galerias em que se encontram expostos suas obras de maior destaque em todo o mundo.
Nós, do Facetas, esperamos, com o tema em foco, termos contribuído junto ao interesse ou curiosidade dos nossos admiráveis leitores, sobre as artes, de modo geral.  
Pesquisa e texto por Francisco Gomes
Arte e formatação por Angeline Gomes
Fonte
1. 501 Grandes Artistas, editado por Stephen Farthing, (tradução de Marcelo Mendes e Paulo Polzonoff Jr, ), –  Rio de Janeiro: Sextante, 2009.